| Tendo em conta algumas das linhas orientadoras da renovação da poesia portuguesa na segunda metade do século XX, pretende-se explorar a hipótese, inicialmente colocada por Marc Augé, de que a Modernidade (pós-baudelairiana) teria antecipado, no plano temático e discursivo, um conjunto de situações antropológicas agora convertidas em “modalidades prosaicas” e num “destino comum”. – Se o devir das poéticas contemporâneas, pelo modo como nelas se opera uma maior aproximação aos mundos habituais, parece corroborar esta possibilidade, que tipo de diálogos poderão manter as poéticas mais recentes com a tradição estética da Modernidade e com o Modernismo? Esta é a questão que me proponho desenvolver.
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